sexta-feira, 18 de maio de 2012

Finalmente... Obra!


Finalmente! Reunidos uns amigos do Francisco, armados de martelos, escopros e tudo mais que viesse à mão, iniciámos removendo o estuque que teimosamente se agarrava às paredes. Toneladas de entulho começaram a juntar-se dando logo o mote... a coisa não ia ser fácil...
Nesta foto pode ver-se o telhado constituído por madeiras provavelmente vinháticas que apesar da idade (125 anos) encontravam-se, e encontram-se, em excelente estado de conservação e também as telhas de estilo francês, curiosamente datadas com inscrições de 1887 e 1888. Este património seria totalmente recuperado e preservado.

domingo, 13 de maio de 2012

Maqueta 3/3


Munidos dos materiais necessários lançámo-nos numa pequena aventura – fazer uma maqueta – que nos desculpem os profissionais da área, não estará uma obra-prima mas cumpriu bem o objetivo. Afinal o que queríamos era interpretar sem margem para dúvidas as ideias do “irmão arquiteto”. E resultou muito bem, à escala como manda o figurino, serviu para percebermos e fazer perceber aos intervenientes na execução o que se pretendia.
Tirando o telhado é possível ver o andar superior e uma vez retirado este, fica visível o piso térreo. Pena que não fosse só insuflar a maqueta e tudo ficaria pronto. Noutras áreas, de interesse lúdico discutível, parece já ter sido tentada essa receita e o sucesso não foi consensual. Como diz o publicitário… não é a mesma coisa!
Brincadeiras à parte a nossa maqueta foi uma ferramenta importante em muitas fases da obra.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Maqueta ( do francês maquette)


Um destes dias, dos frios, que o tempo parece fazer tandem com os que no mundo mandam ou se calhar concorrência, não respeitando a ordem das coisas e surpreendendo-nos com alterações que nos trazem inquietude e desconforto… ah, dizíamos – um destes dias, dos frios, sentados à lareira, a mais antiga, porque agora vamos ter duas, observávamos o abraço quente e fatal do fogo a um tronco de lenha, fazendo-se de fortes as labaredas esqueciam-se que logo que a madeira se consumisse também elas se extinguiriam e, a menos que alguém ainda mais forte as alimentasse, ali jazeriam igual às cinzas do fraco tronco de lenha. Engraçado como entendemos o que o que nos estava a faltar! Já vos dissemos que a obra está praticamente concluída e apenas estamos a ganhar tempo para, após acertado o dia da inauguração, mostrarmos como ficou. A verdade é que, de forma figurada, falta-nos a lenha. Meses de luta e enorme canseira estão finalmente a acabar e parece que lhes estamos a sentir falta. Estranho o nosso pensar… por este andar se entre os nossos leitores estiverem estudiosos da mente serão seguramente (?) os nossos primeiros clientes… de bata branca e munidos do íconizado martelinho virão testar-nos os reflexos… cá estaremos, na certeza que lhe iremos proporcionar uma excelente estadia, uma confortável noite e quem sabe um delicioso chouriço assado à lareira servido…
A verdade é que fazer obra, moldá-la, esculpi-la, pintá-la o que quer que seja ou como quer que seja, é de tal forma envolvente que a dada altura, esforçando-nos para não esquecer a sua razão, não paramos até a concretizarmos sempre melhorando o que estava pensado. Claro que este raciocínio apenas é válido quando a obra nos sai de dentro. Conhecemo-la como ninguém… como foi feito, como conseguimos superar as dificuldades e, finalmente sentados à lareira vendo os fracos e os fortes a consumirem-se mutuamente, descansamos a mente com a certeza que tudo ficará de forma a agradar quem quer que nos visite.
Com carinho e muito cuidado escolhemos os materiais, as cores, os enquadramentos, as decorações, a iluminação, as loiças, os lençóis, os atoalhados numa enorme lista de detalhes que pretendemos, sem que se dê por eles, tornem uma estadia na nossa casa de campo, uma suave e relaxante experiência.
Et voilá! Achamos que um galicismo seria uma divertida maneira de fechar este capítulo, contrariando os anglicismos que parecem dominar as tendências atuais, como contraponto do dramatismo das formas de estilos hoje aqui usadas até porque do que hoje queríamos falar era da maqueta  … mas não “saiu”! Fiquem com a imagem que depois falaremos dela - a maqueta (do francês maquette)…

Maqueta


quinta-feira, 10 de maio de 2012


Há já alguns dias postámos uma imagem do projeto e que na altura permitiu perceber como o “irmão arquiteto” tinha resolvido o problema da iluminação interior da adega. Foi um momento alto deste processo. Habituados que estamos a interpretar desenhos de projetos e com a ajuda de imagens tudo se torna mais simples de perceber. Agora só faltava dar fogo à peça começando por entrar em contacto com os homens que poderiam tornar real o sonho.
Não sei se já repararam que a imagem do nosso blogue está diferente. Ao afirmarmos que está muito melhor (aqui para nós – excelente) não podemos ser acusados de falta de modéstia porque não é obra nossa. Senão vejamos:
- O logótipo foi desenvolvido pelo “irmão arquiteto” que soube melhorá-lo introduzindo pequenas alterações que o tornaram mais comunicativo e como esta irmandade não fez voto de castidade, convocámos a sobrinha Maria que cheia de inspiração, talento e carregadinha de paciência para aturar os pedidos do tio, coloriu o logotipo e fez a composição das letras com a delicadeza que só quem tem arte sabe usar. Também foi ela que preparou a impressão dos cartões apresentando um trabalho que fez brilhar os olhos do imitador de Gutenberg que apenas precisou de carregar no botão da rotativa. Finalmente foi ela que compôs e alterou o design do blogue.
Outra sobrinha dispôs-se a contribuir com a seu saber para a evolução do logótipo apesar da falta de disponibilidade imposta pela ida para a britânia onde os horizontes se alargam para os que, em pontas, rodopiam num voo que facilita a visão do que está mais à frente.
Claro que os talentos da irmandade e respetivos rebentos não se esgotam aqui. Tem mais e a seu tempo revelaremos porque é que afirmamos que esta irmandade deu ao mundo um contributo de seres que parecem ter ido buscar o melhor dos aromas genéticos dos progenitores. 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A Irmandade...

Contámos as armas e toca de usar as peças de maior calibre não para assustar o inimigo que não tínhamos (nem temos!) mas para dar força à ideia inicial e lhe conferir um carácter profissional que mais tarde viesse a refletir-se na forma como iriamos receber os nossos hóspedes. Para começar usámos uma peça fundamental – uma economista – que por termos habitado o mesmo ventre materno tratou de fazer um estudo de viabilidade sem floreados e bastante dietético pela ausência de temperos desnecessários. Não começámos por a identificar como – irmã economista – para não dar aso a interpretações do foro religioso apesar de ser essa a verdadeira denominação do parentesco tal é a coincidência dos intervenientes na procriação.
Fruto dos mesmos proprietários da já referida patente procriadora fomos buscar o – irmão arquiteto – que já tinha tido uma forte participação no início da reconstrução do edifício e a quem já devíamos o projeto da primeira fase da reabilitação. Desenho para aqui, desenho para acolá tendo sempre presente que tudo teria de ser feito para que os nossos futuros hóspedes tivessem uma boa e inesquecível experiência apesar de tudo fazer parte da nossa habitação. Destes pressupostos tínhamos que garantir privacidade a quem nos visitasse e simultaneamente o bom acolhimento de aldeia.  
A terceira arma de calibre inferior mas (modéstia à parte…) de igual valor estratégico – o terceiro irmão – assim denominado por ser essa a sua ordem de entrada, ou melhor, de saída na contribuição da manutenção da espécie dos nossos pais. A esta arma de calibre inferior, já o dissemos, caberiam todas as tarefas que garantissem a conclusão da contenda, até porque conhecedor de materiais e de métodos construtivos seria garante da boa execução do projeto e se isso não bastasse porque é o proprietário e único responsável dos resultados.
Por ordem de entrada no mundo cão, existe a – irmã primeira – matemática de formação, não teve nenhuma participação direta nesta fase da nossa vida mas teve noutras que, ela sabe porquê, é como se tivesse tido. É, sem querer ofender sensibilidades religiosas dos leitores do nosso blogue, por assim dizer a “madre superiora” desta que pode ser literalmente designada de irmandade que esteve na origem da Casa de Campo Moinhos da Gozundeira e a quem eu – o terceiro irmão – não posso deixar de postar, como está na moda dizer, o meu maior agradecimento.