quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Frango Estufado com Pimentos e Mel


Hoje fomos surpreendidos pela visita de uns amigos enquanto fazíamos a limpeza e arrumação dos quartos. Atrapalhados pela necessidade imperiosa de terminarmos a nossa tarefa e a muito grande vontade de bem receber esses amigos vimo-nos forçados a arranjar uma solução – se vocês derem uma ajuda despachamo-nos mais depressa e logo que terminarmos fazemos uma almoçarada e pomos a escrita em dia, que tal? – dois minutos depois os nossos amigos de esfregona em punho e outros instrumentos de tortura doméstica trabalhavam arduamente… uma hora e picos mais tarde sabíamos que os nossos hóspedes podiam regressar que tudo estava em ordem; e o almoço? Nós e os nossos amigos merecíamos repor as energias…
Um bom bocado antes tínhamos já pensado cozinhar um frango que nos havia sido oferecido e que sabíamos ser verdadeiramente do campo… juntámos a uns “pimentos padrão” que descansavam no frigorifico tomate e cebola que o Sr. Ramiro a 50 metros de nossa casa cultiva com métodos rigorosamente biológicos e da mesma horta umas cenouras serviram de matéria-prima para a sopa… na confeção usámos mel do Sr. Joaquim daqui da aldeia… para acentuar o agridoce da refeição e suavizar o picante dos pimentos acompanhámos com um arroz de passas brancas. Ao frango juntámos ainda nozes que adquirimos o ano passado na Feira de Todos os Santos (Santo Quintino)… pomposamente batizámos o prato de “frango estufado com pimentos e mel”… não é que estava bom e como não sobrou nada vão ter que ficar com a nossa palavra…
À sobremesa deliciámos-nos com uma melancia também do Sr. Ramiro. 
Sabemos que esses nossos amigos não vinham para trabalhar mas se eles quiserem voltar amanhã agradecemos – é que é uma grande ajuda – e para o almoço logo nos inspiraremos!...

(quem quiser a receita é só pedir que nós enviamos)

   

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A foto que serviu para capa no Facebook



Novidades... na net

Mais uma vez estivemos algum tempo sem dar noticias mas foi por uma boa causa... depois explicamos... mas entretanto informamos os nossos muito prezados leitores que já "pusemos no ar" o nosso site feito pelo nosso futuro engenheiro Gustavo, traduzido para inglês e francês pela nossa (já) doutora tradutora Carolina que logo que possa traduzirá para castelhano e assim facilitar a leitura aos nuestros hermanos que apesar daquela maldadezinha nos futebóis também serão bem-vindos.

Como já tínhamos afirmado anteriormente as potencialidades da nova geração descendente dos membros da irmandade são muito promissoras e sabendo disso tratámos de as aproveitar.
Assim se quiserem vão: www.casadecampomoinhosdagozundeira.com


E já agora podem consultar a nossa página no Facebook... e no Twitter... e aparecer para beber um café que muito nos honraria a vossa visita. Aproveitavam para verificar que a zona do Sobral de Monte Agraço é de facto muito agradável de visitar... cá vos esperamos!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Finalmente... Obra!


Finalmente! Reunidos uns amigos do Francisco, armados de martelos, escopros e tudo mais que viesse à mão, iniciámos removendo o estuque que teimosamente se agarrava às paredes. Toneladas de entulho começaram a juntar-se dando logo o mote... a coisa não ia ser fácil...
Nesta foto pode ver-se o telhado constituído por madeiras provavelmente vinháticas que apesar da idade (125 anos) encontravam-se, e encontram-se, em excelente estado de conservação e também as telhas de estilo francês, curiosamente datadas com inscrições de 1887 e 1888. Este património seria totalmente recuperado e preservado.

domingo, 13 de maio de 2012

Maqueta 3/3


Munidos dos materiais necessários lançámo-nos numa pequena aventura – fazer uma maqueta – que nos desculpem os profissionais da área, não estará uma obra-prima mas cumpriu bem o objetivo. Afinal o que queríamos era interpretar sem margem para dúvidas as ideias do “irmão arquiteto”. E resultou muito bem, à escala como manda o figurino, serviu para percebermos e fazer perceber aos intervenientes na execução o que se pretendia.
Tirando o telhado é possível ver o andar superior e uma vez retirado este, fica visível o piso térreo. Pena que não fosse só insuflar a maqueta e tudo ficaria pronto. Noutras áreas, de interesse lúdico discutível, parece já ter sido tentada essa receita e o sucesso não foi consensual. Como diz o publicitário… não é a mesma coisa!
Brincadeiras à parte a nossa maqueta foi uma ferramenta importante em muitas fases da obra.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Maqueta ( do francês maquette)


Um destes dias, dos frios, que o tempo parece fazer tandem com os que no mundo mandam ou se calhar concorrência, não respeitando a ordem das coisas e surpreendendo-nos com alterações que nos trazem inquietude e desconforto… ah, dizíamos – um destes dias, dos frios, sentados à lareira, a mais antiga, porque agora vamos ter duas, observávamos o abraço quente e fatal do fogo a um tronco de lenha, fazendo-se de fortes as labaredas esqueciam-se que logo que a madeira se consumisse também elas se extinguiriam e, a menos que alguém ainda mais forte as alimentasse, ali jazeriam igual às cinzas do fraco tronco de lenha. Engraçado como entendemos o que o que nos estava a faltar! Já vos dissemos que a obra está praticamente concluída e apenas estamos a ganhar tempo para, após acertado o dia da inauguração, mostrarmos como ficou. A verdade é que, de forma figurada, falta-nos a lenha. Meses de luta e enorme canseira estão finalmente a acabar e parece que lhes estamos a sentir falta. Estranho o nosso pensar… por este andar se entre os nossos leitores estiverem estudiosos da mente serão seguramente (?) os nossos primeiros clientes… de bata branca e munidos do íconizado martelinho virão testar-nos os reflexos… cá estaremos, na certeza que lhe iremos proporcionar uma excelente estadia, uma confortável noite e quem sabe um delicioso chouriço assado à lareira servido…
A verdade é que fazer obra, moldá-la, esculpi-la, pintá-la o que quer que seja ou como quer que seja, é de tal forma envolvente que a dada altura, esforçando-nos para não esquecer a sua razão, não paramos até a concretizarmos sempre melhorando o que estava pensado. Claro que este raciocínio apenas é válido quando a obra nos sai de dentro. Conhecemo-la como ninguém… como foi feito, como conseguimos superar as dificuldades e, finalmente sentados à lareira vendo os fracos e os fortes a consumirem-se mutuamente, descansamos a mente com a certeza que tudo ficará de forma a agradar quem quer que nos visite.
Com carinho e muito cuidado escolhemos os materiais, as cores, os enquadramentos, as decorações, a iluminação, as loiças, os lençóis, os atoalhados numa enorme lista de detalhes que pretendemos, sem que se dê por eles, tornem uma estadia na nossa casa de campo, uma suave e relaxante experiência.
Et voilá! Achamos que um galicismo seria uma divertida maneira de fechar este capítulo, contrariando os anglicismos que parecem dominar as tendências atuais, como contraponto do dramatismo das formas de estilos hoje aqui usadas até porque do que hoje queríamos falar era da maqueta  … mas não “saiu”! Fiquem com a imagem que depois falaremos dela - a maqueta (do francês maquette)…